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A economia e política do futuro, uma economia socialista completamente controversa face à mentalidade capitalista ocidental da actualidade, mas que é a única salvação do ser humano, regressando assim às origens.
Espero que com esta publicação, assim como muitas outras no futuro, consiga mudar a mentalidade das pessoas e fazê-las perceber o verdadeiro sentido da vida numa dimensão política, económica e cultural.
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Sou socialista. Bons foram os tempos de Salazar. Maldito foi o dia que os capitalistas e os liberalistas se apoderaram da nossa política, revolucionando-se contra a igualdade, começando uma era com uma tendência capitalista nunca antes vista.
Hoje, só pensas em dinheiro, ganhar uns trocos aqui e ali aproveitando-te da ignorância dos menos conhecedores do assunto (mas quase de certeza mais conhecedores de outros assuntos); és reconhecido pela tua riqueza exterior, assim como nos teus conhecimentos técnicos sobre o mercado, na tua capacidade de persuadir clientes e na forma onde arranjas os produtos mais baratos que os teus concorrentes. Estás Feliz? É uma vida viciosa de sacrifício que despromove por completo o sentido da vida: A procura pela verdade e a maravilha pela criação humana. E é uma tendência que veio para ficar… isso se não fizermos nada contra.
Voltando aos tempos passados...aos tempos de Einstein, de Newton e muitos outros...
Grandes cientistas se edificaram, a velocidade das descobertas de novas verdades foi enorme! Desde a teoria da relatividade de Newton até ao surrealismo, entre muitas outras. As descobertas da actualidade reflectem-se uma pen USB capaz de armazenar 2gb em vez de 1gb, ou num portátil com uma melhor placa gráfica e com mais memória RAM, basicamente as descobertas, baseadas na mentalidade dos nossos dias, são descobertas com base noutras, que tem orientação exclusivamente para o mercado.
O mundo do socialismo / comunismo era governado por ditadores, verdade, mas não havia pobreza, não havia fome, não havia desigualdade… e havia progresso!
As pessoas não se destacavam pela sua riqueza mas sim pela sua contribuição para a sociedade, através do progresso científico e cultural: falo pois das teorias cientificas, do cubismo, realismo, entre milhares de outras.
Mas, acima de tudo, havia vontade de descobrir e de evoluir! Havia uma busca eterna pelo conhecimento do novo mundo! Quando todos são iguais, não se vão preocupar com o dinheiro (pois nisso todos são iguais e terão as necessidades básicas satisfeitas), não se vão preocupar com a moda e ser diferentes nas roupas que usam, preocupam-se sim em descobrir cada vez mais além, recebendo em reciprocidade uma enorme felicidade interior e um sentido na vida.
Hoje pergunto-te, qual é o teu sentido na vida? Que me responderás?
O mundo que considero ideal, é aquele em que existe um ditador carismático (muito próximo de Deus, talvez Jesus se ressuscitar novamente) que é capaz de influenciar todos a mudar o seu estilo de vida (tal como os discípulos fizeram com os povos, criando o cristianismo, cuja religião faz agora parte da natureza humana. Uma sociedade em que todos os desempregados, sem abrigo e pobres terão trabalho garantido na agricultura e outros serviços básicos, que são distribuídos por TODA a população GRATUITAMENTE. Depois, o resto da população com já alguns conhecimentos, dedicar-se-á inovação e desenvolvimento científico, nomeadamente a procura por novas leis, novas energias, novas máquinas, desenvolvimento e eficiência na construção civil, descoberta de novos materiais e elementos, formas de "desinfectar" o lixo ou sua transformação em utensílios bio degradáveis. Caberá ao ditador promover a habitação e desenvolvimento imobiliário de zonas rurais (não reservas florestais e naturais), construindo casas económicas com vários andares(e também andares subterrâneos, pois até ao centro da terra ainda vai muita altura, e com quase todos a trabalharem nas ciências não será algo muito difícil de realizar) e gastar o Silício em painéis solares rotativos para essas casas, dando energia desde o topo até à base.
Os trabalhos não serão estar no mercado a vender bens e serviços, pois esses serão gratuitos e aqueles mais "de valor", serão distribuídos proporcionalmente à contribuição de cada um para a sociedade, incentivando assim o progresso e não as capacidades comerciais de cada um e a mentalidade interesseira e oportunista. Assim não terás de trabalhar arduamente 10 horas por dia sempre a fazer a mesma coisa, mas sim sempre a descobrir coisas novas, em grupos, partilhando ideias, para que se promova mais a interacção social, invertendo as tendências da actualidade. Deves estar agora a lembrar-te daqueles pobres que disse que iam ter todos os recursos básicos mas estariam a trabalhar na agricultura; esses, com a evolução e desenvolvimento rápido das técnicas de produção na agricultura, aseguradas pelos outros que estarão sempre a descobrir, vão progressivamente deixando a agricultura (pois até que deixará de ser preciso) e começarão também a descobrir novas coisas, num ramo específico escolhido por eles.
Agora deves estar a pensar: com quase toda a população, esta que até está a crescer exponencialmente, a trabalhar em descobertas e desenvolvimento, não haverá uma saturação e várias pessoas a fazerem a mesma coisa?
Há sempre coisas novas para descobrir enquanto formos seres humanos, mas não é essa a resposta, obviamente. Isto leva-nos a adoptar medidas vindas do economista Adam Smith, ou seja, da teoria da troca, mas atenção, só em algumas circunstâncias e trocas sem intervenção de moeda. Não falo de venda, pois na venda dá-se algo em troca de dinheiro que depois servirá para comprar algo novo e isso incentivaria de novo o capitalismo e o mercado de bens e destruiria esta sociedade fictícia. Isso sim é o caminho para a servidão (Road to Serfdom, Hayek, 1944), uma vida direccionada para valores monetários e para um sacrifico diário de 10 horas de trabalho duro. Por isso, falo na troca, apenas e só na troca directa.
Neste regime as pessoas não se vão dedicar ao desenvolvimento cientifico o dia todo, vão se divertir grande parte do tempo (hábitos modernos), fazendo outras coisas, e, com o seu grau elevado já de conhecimentos, criar produtos para si mesmas e para "a troca". Ainda me lembro dos meus tempos de infância que andava a escavar e a procura de rochas diferentes e depois trocava com os meus amigos; igualmente trocava desenhos, alguns feitos por mim, pois descobria novas "qualidades" nuns e trocava para ter um benefício de valor, mas um valor que me fazia feliz, não era um valor monetário; nunca me passou pela cabeça vendê-los.
Considero esta a teoria económica do futuro, que, quando eu morresse, fosse aplicada à futura actualidade, num mundo cego e sem valores, que encontrará uma nova luz. Se assim for, até Fernando Pessoa regressaria do reino dos mortos…
Sou Católico mas não acredito em Deus.
Miguel Casal, 13 Janeiro de 2010, Lisboa.
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